Com um recorde, neste ano, de 25 viagens oficiais, o Presidente da República, João Lourenço, terá levado o Estado a gastar mais de mil milhões de dólares, constituindo um dos maiores encargos ao Orçamento Geral do Estado, não sendo objecto de auditoria do Tribunal de Contas, refere o Novo Jornal na última edição de 2025.
Em matéria de gestão e boa governação, toda a despesa deve corresponder ao binómio: custo-benefício e sobretudo ser submetido à análise das necessidades e prioridades do país para se aferir realmente se os gastos foram ou não boas despesas. Vejamos:
Angola precisa diversificar a economia para sair da petro-depêndecia, gerar postos de trabalhos e, por consequência riqueza e desenvolvimento da Nação. Ora, um dos caminhos a percorrer para a tão sonhada diversificação económica é apostar no sector mineiro, onde o país tem mais de 30 recursos minerais estratégicos.
Um bom exemplo que nos leva a análise de custo de oportunidade dos gastos em viagens deste ano do Presidente da República é o investimento feito pela empresa chinesa “Shing Star Icarus” de 300 milhões de dólares para a construção/instalação da mina de cobre de Ntelo, em Mavoio, na província do Uíge.
Este investimento vai gerar 3 mil empregos directos e indirectos e deverá impulsionar o sector da indústria, mormente, a eletrónica e a automobilística, lembrando que a Angola já produzia bateria e tinha uma linha de montagem de televisores e rádios, que por esta via pode ser reactivada.
Bem pensar e não somente pensar bem
Com viagens ao exterior você gasta mais de mil milhões de dólares, cujos benefícios não são tangíveis, nem mensuráveis e ainda por cima desconhecidos, deixando para trás a possibilidade de investir 300 milhões de dólares num negócio com potencial de riqueza de 300 mil milhões de dólares e geração de 3 mil empregos directos e indirectos no seio de uma população que 40% , infanto-juvenil, padece de desnutrição crónica, segundo a “Carta de Compromisso” saído do Congresso Nacional de Reconciliação, promovido pela Igreja Católica. Ora, para além da imoralidade política daquela despesa, não há uma irracionalidade económica?
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