A comissária da União Africana para o Departamento da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável, Josefa Sacko defendeu que é necessário construir sistemas alimentares mais resilientes e modernizar a agricultura africana, a fim de alimentar os 2,5 mil milhões de pessoas até 2050.

Josefa Sacko que participou na conferência ministerial sob o tema Geração verde: “Para uma soberania alimentar sustentável”, que a cidade de Meknes (Marrocos) acolheu, garantiu que para se ultrapassar tal desiderato, há a necessidade de aumentar a produtividade, analisar novamente a utilização de fertilizantes e do solo, e, intensificar o financiamento da agricultura, tanto de fontes públicas como privadas.
A comissária, reconheceu que, África não está no bom caminho para cumprir as metas de segurança alimentar e nutrição dos objectivos de desenvolvimento sustentável e as metas da Declaração de Malabo de acabar com a fome até 2025, o último relatório de revisão bienal da UA (2022) indica que apenas um país está no bom caminho para cumprir com o esperado.
Na sua visão crítica frisou que um continente de 1,4 mil milhões de pessoas não pode continuar a depender da Ucrânia, que tem uma população de apenas 43 milhões de pessoas.
Sublinhou que África tem todas as condições necessárias para se alimentar e se tornar o celeiro do mundo, a julgar, pela subutilização de 60 por cento das suas terras aráveis, com uma população jovem e um ecossistema, incluindo os rios e os lagos.
Para Josefa Sacko , o continente deve tirar partido da Zona de Comércio Livre Continental Africano para reduzir a factura anual de 43 mil milhões de dólares de importação de produtos alimentares, de forma, que este montante contribua significativamente para o desenvolvimento sustentável.
Segundo o último relatório regional africano da FAO, estima-se que 278 milhões de pessoas em África estavam subnutridas em 2021, um aumento de 50 milhões de pessoas em apenas dois anos.
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