O Presidente João Lourenço disse esta quinta-feira que é altura de “arregaçar as mangas” e trabalhar nos campos, para alcançar a autossuficiência alimentar, anunciando que o Estado vai reaver as terras entregues, há décadas, a cidadãos que não as exploram.

João Lourenço, que discursava esta quinta-feira 10 na cidade do Lubango, capital da província da Huíla, onde inaugurou a Feira dos Municípios e Cidades de Angola (FMCA 2023), referiu que a crise alimentar é global e Angola não é exceção.
“O momento é de arregaçar as mangas e de trabalhar mais, sobretudo no campo, com vista a alcançar a autossuficiência alimentar, aumentar e diversificar a gama de produtos de exportação”, referiu
João Lourenço, disse que é preciso tirar o melhor proveito possível da abundância e qualidade dos solos aráveis, do bom clima, dos imensuráveis recursos hídricos de que Angola dispõe e dos seus recursos humanos jovens, para transformar essa riqueza potencial em riqueza real.
“A crise é global e afeta todos, Angola não é uma exceção, contudo, o momento não é de lamentações e muito menos de apontar o dedo a quem quer que seja”, afirmou o presidente.
O chefe de Estado angolano salientou que chegou o momento de distribuir as terras há décadas em posse de cidadãos sem dar qualquer uso, “a quem esteja disposto a trabalhá-las, aos jovens que se encontram ociosos nas grandes cidades e queiram experimentar uma outra realidade, que vai dar mais dignidade às suas vidas”.
“Da nossa parte reiteramos o compromisso de continuar a desenvolver estratégias para criar um bom ambiente de negócios, diversificar a economia, aumentar a produção nacional, aumentar as exportações, reduzir as importações e aumentar a oferta de oportunidades e postos de trabalho”, sublinhou.
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