O país arrecadou, em 2025, o valor de 12 milhões de dólares, com a exportação de 3 mil 288 toneladas de café comercial, adiantou, segunda-feira, em Luanda, à margem do workshop sobre o novo regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desflorestação e suas implicações, o director-geral do Instituto Nacional do Café, Vasco Gonçalves (INCA).
Num breve balanço do exercício económico do último ano, o responsável revelou que a produção global de café comercial no país atingiu, no período em referência, cerca de 10 mil e 500 toneladas, tendo como principais destinos Portugal, Polónia e Itália.
Vasco Gonçalves sublinhou que, embora os números actuais ainda estejam aquém das capacidades e das mudanças climáticas de Angola, o país segue uma trajectória de crescimento sustentável.
Nessa perspectiva, o director geral do INCA reiterou o potencial de crescimento e áreas de produção de Angola, destacando os 56 mil hectares de café plantados, cifra que oferece uma larga margem de progressão.
Referiu que o foco das autoridades angolanas passa pela recuperação de áreas antigas, o que permitirá aumentar a produtividade sem a necessidade de desmatação de novas florestas.
Questionado sobre às regiões produtoras, Vasco Gonçalves apontou o dominio do café robusta nas províncias do Uíge, Cuanza-Sul, Cuanza-Norte, Bengo e parte de Malanje, enquanto o café arábica tem a produção concentrada em Benguela, Huíla, Bié, Huambo, com expansão em curso para o Leste do país.
Sublinhou que o sector familiar continua a ser a base da produção nacional, mas que está em franco crescimento a produção do sector empresarial dinâmico, com destaque para fazendas de grande escala na Kibala (Cuanza-Sul) e em Benguela, onde já existem plantações que superam os 100 hectares. Noticiou Angop.
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