Centenas de cidadãos namibianos cruzam, diariamente, a fronteira em direcção à província do Cunene para adquirir massango, massambala e milho em Ondjiva, a capital da província do Cunene tanto para uso pessoal como para fins comerciais.

Em declarações ao Jornal de Angola, Catangela Verónica Joaquim, técnica do departamento de Vigilância e Epidemiologia Animal e Vegetal do Gabinete Provincial de Agricultura, Pecuária e Pesca, disse que nos últimos quinze dias, foram transportados através do posto fronteiriço de Santa Clara com destino à Namíbia 1443 sacos de massango de 1/150 kg (equivalente a 216.400 Kg), 415 sacos de massambala de 1/150 kg (totalizando 62.250 kg) e 878 sacos de farelo de 1/150 kg (correspondendo a 131.700 kg).
A presença de clientes namibianos nos principais mercados paralelos de Ondjiva, nomeadamente o Alemanha e o Oshomukuiyu, fazem os negócios dos residentes do Cunene seguirem de vento em popa.
Na região do Cunene, um quilo de massango ou milho custa aproximadamente 350 kwanzas, enquanto na Namíbia esse valor pode chegar a 1200 kwanzas. Devido à crise de seca em curso, Teresa Lukamba destaca “Estamos dedicando muito esforço para obter grandes ganhos”, apontando que os namibianos têm a capacidade de comprar, semanalmente, entre mil e 1.500 quilos de diversos produtos agrícolas.
O Cunene não é, no entanto, a única região beneficiada com a crescente procura dos namibianos pelos produtos agrícolas provenientes de Angola.
Durante a semana, caminhões vindos do conhecido “Triângulo do Milho” (que engloba os municípios de Caconda, Caluquembe, Chicomba, Chipindo, Quipungo e Matala), responsável por 80% da colheita anual de milho na província da Huíla, descarregam nos mercados de Ondjiva, não apenas milho e massango, mas também batata-doce, rena, mandioca, tomate, feijão e hortaliças.
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