Angola conta, actualmente, com 10 moageiras que garantem a transformação de um milhão 300 mil toneladas de farinha de trigo, uma produção acima das necessidades do mercado interno, estimadas em 700 mil toneladas por ano.

O facto foi revelado esta terça-feira(03), em Luanda, pelo presidente da Associação de Produtores de Farinha de Trigo de Angola (APFTA), César Rasgado, durante o encontro entre o Governo angolano e a classe empresarial do sector produtivo e distribuidores de bens de amplo consumo.
“Temos 10 moageiras a funcionar e com produto disponível, embora a sua distribuição não dependa somente dos produtores, mas de outros intervenientes, como os distribuidores. Portanto, reitero a existência da produção de farinha de trigo suficiente e com a qualidade desejada para abastecer o mercado nacional e, quiçá, exportar o excedente”, destacou.
De acordo com o empresário, maior parte desse produto pode ser usada para atender o mercado da panificação e pastelaria a nível nacional, com um custo razoável que garante a produção do pão, exemplo, sem constrangimentos. Porém, na ocasião, César Rasgado denunciou o registo de alguma resistência da parte de alguns comerciantes/importadores em adquirir a farinha de trigo nacional.
Não ocasião , o director-geral da Induve S. A, Kidy Aragão, disse que, a par da farinha de trigo, a capacidade instalada de transformação do milho em fuba ronda as 800 mil toneladas métricas/ano, num consumo anual em torno das 400 mil toneladas. Por outro lado, apontou a importação da matéria-prima para o fabrico da farinha, por exemplo, como uma das razões da subida do preço deste produto no mercado nacional.
Segundo o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, o Governo angolano e os empresários da área produtiva estão alinhados no interesse de garantir a segurança alimentar no país, baseando-se, essencialmente, na exploração da capacidade de produção já existente e no incentivo ao cultivo de novos produtos.
De acordo com o ministro, o Governo pretende que as unidades de produção existentes no país garantam bens essenciais para atender as reais necessidades do mercado nacional. Entre estes produtos, destaca-se, fundamentalmente, os bens agrícolas e industrializados de amplo consumo, como o arroz, trigo, açúcar, óleo vegetal, entre outros.
O encontro entre os membros do Governo e empresários visou identificar as insuficiências ou lacunas existentes na cadeia de produção nacional, industrialização e distribuição dos principais produtos da cesta básica em Angola. Com isso, pretende-se encontrar as melhores soluções para resolver os constrangimentos que os operadores têm enfrentado na actividade produtiva.
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