O presidente Nigériano, Bola Tinubu, declarou nesta sexta-feira, 14, estado de emergência devido ao aumento dos preços alimentares, o que permite agora ao Governo tomar medidas excecionais para aumentar o fornecimento de alimentos e melhorar a segurança alimentar, ajudando a população.

A aprovação do estado de emergência permite ao governo desflorestar para substituir os bosques por áreas agrícolas para aumentar o cultivo de alimentos e aliviar a inflação alimentar, exemplificou o porta-voz do Presidente Bola Tinubu, Dele Alake, em declarações citadas pela agência de informação financeira Bloomberg.
A instauração da emergência segue-se também à eliminação dos subsídios estatais aos combustíveis e à reforma da taxa de câmbio, que fez com que a moeda nacional, o naira, tenha perdido 40% do valor face ao dólar, moeda a qual deixou de estar indexada, com a inflação a subir para mais de 22%, a taxa mais elevada dos últimos 15 anos.
Após assumir a Presidência, Tinubu removeu o subsídio dos combustíveis, que estava em vigor há décadas e mantinha o preço baixo dos produtos petrolíferos. Com a retirada do financiamento, os preços aumentaram em até 200% em algumas partes do país. No entanto, o presidente nigeriano defendeu a medida, afirmando que é essencial usar esse dinheiro de maneira mais eficaz.
O certo é que, este aumento dos combustíveis afetou indiretamente a economia, principalmente porque muitos nigerianos dependem de geradores para o fornecimento de eletricidade. Há alguns dias, uma associação de padeiros alertou que os preços de pães subiriam 15% e muitas famílias já não conseguem comprar.
De acordo à emissora britânica BBC, para além do auxílio mensal proposto pelo governo que as famílias mais pobres receberão US$ 10 por mês durante um semestre, a organização governamental National Safety Net Program vai distribuir US$ 6 mensalmente a 12 milhões de famílias nigerianas
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