Cerca de 150 milhões Kz é o valor facturado em 2022 pela empresa de recolha e gestão de resíduos electrónicos.

A Narisrec, uma cleantech de recolha e gestão de resíduos electrónicos situados na avenida Fidel de Castro, sentido Cacuaco, saiu de 5 milhões Kz de facturação em 2021, ainda em fase experimental da actividade, para 150 milhões Kz em 2022, primeiro ano de actividade efectiva e para os próximos três anos, a Narisrec pretende facturar cerca de 3 milhões USD (1.500 milhões Kz)
Este salto na facturação teve como base o aumento de contratos para a gestão de resíduos electrónicos; recuperação de activos informáticos, vendas de resíduos e equipamentos electrónicos reparados e reaproveitados, como computadores, impressoras, workstations, monitores e outros equipamentos.
De acordo o CEO da empresa, Délcio Silva, este crescimento representa um sinal claro de que o negócio do “bem-estar do meio ambiente” é um caminho sem volta e da preocupação que as empresas têm em descartar equipamentos electrónicos de forma adequada, tal como está na lei. Em declaração à Expansão.
Em 2022, a primeira cleantech angolana licenciada pela Agência Nacional de Resíduos (ANR), colectou 23,9 toneladas de lixo electrónico, a partir dos quais foram geradas oito toneladas de plásticos, oito de metal, 3 de placas electrónicas e três toneladas de resíduos com características de material inflamável tóxico. De alumínios foram gerados 400 Kg ao que se juntam 500 Kg de vidro.
Das 23,9 toneladas de lixo electrónico recolhidas, foram recuperados 237 equipamentos, nomeadamente computadores, impressores, monitores e outros, encaminhados para revenda ou doação.
Actualmente a Narisrec emprega 11 funcionários, mas pode triplicar o número neste ano “se a parceira de gestão de resíduos, que já está avançada, com uma multinacional tecnologias se concretizar”. O crescimento tecnológico diminui a vida útil dos equipamentos, tornando assim este negócio viável, uma vez que exige actividade permanente das empresas de gestão de lixo de equipamentos electrónicos, ao abrigo daquilo que é a nova legislação para esta actividade.
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