Economistas defendem o mercado de capitais como uma “nova” fonte de financiamento às empresas, em alternativa aos instrumentos tradicionais (crédito bancário e investimento estrangeiro directo).

Maximiliano Muende, um dos convidados presentes no Debate Livre da TV Zimbo, realizado nesta terça-feira,13, considerou “a bolsa de valores como porta de entrada de recursos e uma grande oportunidade de capitalização das pequenas empresas a fim de fazerem crescer os seus negócios”. Mas, adverte, ser necessário que elas se organizem e sejam transparentes na prestação de contas”. Concordando em parte, o economista Miguel Carneiro, diz ser boa solução, embora de difícil e complexa implementação, atendendo à nossa realidade.
O tiro de largada, recordaram os especialistas, foi dado com o lançamento da primeira Oferta Pública de Venda (OPV), pelo Banco Angolano de Investimento (BAI), realizado um mês antes da abertura do Mercado de Acções, a 9 de Junho passado, o qual consideram ser uma grande oportunidade para as pequenas, micro e médias empresas financiarem-se a baixo custo e as famílias e cidadãos verem a sua carteira de investimento diversificada. Salientar que a venda de 1 milhão 945 mil acções ordinárias do BAI gerou 40 mil milhões de Kwanzas.
Recorde-se que com a abertura do Mercado de Acções, mil Quinhentos e Trinta e Cinco investidores, ou seja, 842 no Banco Angolano de Investimentos (BAI) e 693 no Banco Caixa Geral de Angola (BCGA), passaram a fazer parte da estrutura accionista destas instituições financeiras.
Sobre a OPV do BAI, relativa a venda dos 10% das suas acções próprias, o prazo para novos ingressos na sua estrutura accionista termina em 30 de Dezembro, pois a disponibilidade de compra das mesmas na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), encerra nesta data, em que finda o mandato da Assembleia Geral de Accionistas desta instituição financeira concedido ao Conselho de Administração para as vender. Depois deste período, as acções detidas pela sociedade anónima serão retiradas da bolsa.
Ainda sobre o financiamento à economia, Miguel Carneiro, revelou que nos últimos 10 anos a carteira de crédito à economia cresceu 7%, correspondendo a 450 milhões de USD anuais, sendo o sector público a absorver maior parte do bolo com 26% do crédito concedido.
Porém, o sector prioritário e com maiores desafios como é a agricultura, tem menos financiamento, apenas 5% daquele valor, contra os 24% correspondente ao sector de importação (grossista e retalhista) e o sector de consumo (imobiliário e automóvel).
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